domingo, 11 de março de 2012

História #2

Sonhei Contigo!
Sonhei contigo e isso foi estranho, mas ao mesmo tempo foi bom porque estejas onde estiveres sei que deves estar bem.
O sonho começa com muita gente que tu conhecias e gostavas e elas também gostavam muito de ti.
Vou-te contar como o sonho chegou até ti...
Estávamo-nos a preparar para ir a uma procissão, numa aldeia que não sei qual é.
Estava eu, os pais, o mano, a Daniela e os tios, a Vanessa, o Tiago, a tia da terra, a Natália e o Carlos.
Lembro-me de chegar a essa aldeia, sair da carrinha e ir ter directamente com a Daniela, tinha frio e ela tinha o meu casaco. Pedi-lhe o casaco que estava no carro dela e ela disse-me que perdeu as chaves do carro, ia ter de aguentar o frio e o mau tempo que se estava a pôr.
Dirigimo-nos para o átrio de onde iria sair a procissão, começaram a sair as vacas e os bois todos enfeitados e logo depois os andores, nós íamos logo atrás, todos a cantar. De repente começa a cair uma chuva muito forte, uma tempestade com relâmpagos que parecia não acabar.
Lembro-me de me agarrar ao mano com frio e algum medo, ele disse-me que tinha de ser. Deixei-o e fiquei para trás com a mãe e a tia, ficámos paradas um tempo e quando olhámos para trás vimos o céu com um aspecto muito estranho. Tirei a máquina fotográfica da mala e comecei a tirar fotografias, as nuvens estavam assustadoras, logo ali percebi que algo se ia passar.
Continuámos para não perdermos a procissão, mas quando demos por nós estávamos numa espécie de prédio, com vários andares, pareci um jogo em que tínhamos de passar níveis para podermos subir cada andar.
O Carlos juntou-se a nós, como se fosse a abrir-nos caminho.
Após passarmos por várias portas chegámos finalmente ao último andar, a mãe ficou a conversar com a tia e eu avancei sozinha.
Ao aproximar-me vi que não tinha porta, apenas umas cortinas. Não entrei, espreitei por entre as cortinhas e foi quando te vi.
Estavas alegre, deitada numa cama com outra pessoa. Estavam na brincadeira, tu estavas a empurrá-la para fora da cama e depois cantavas e balouçavas as pernas, como se fosses uma adolescente. Estavas Feliz.
Entretanto chegou a mãe, eu fechei a cortina e contei-lhe o que tinha visto "mãe as avós estão ali dentro, estão bem, divertidas, a cantar, a brincar uma com a outra".
Após dizer isto fiquei confusa, não sabia onde estava, o que estava ali a fazer, o que tudo aquilo significava. Eu tinha acabado de ver as minhas duas avós que já faleceram.
Olhei em volta e vi o Carlos que me deu um olhar de "sossega, está tudo bem".
Entrei com a mãe e foi quando tu nos viste, ficaste contente, a mãe ficou muito feliz.
Deixei-vos a conversar e fui explorar que mais havia por trás daquelas cortinas. Havia mais 3 salas, entrei logo na sala do lado estavam lá pessoas que eu não conhecia, tu e a mãe vieram atrás de mim.
Não sei que sitio era aquele, mas apercebi-me que naquela sala estavam as pessoas que tinham morrido queimadas.
A mãe conhecia essas pessoas e começaram a conversar, o pai chegou entretanto e sentou-se.
Após algum tempo de conversa, em que eu apenas observava, essas pessoas disseram que tinham um vídeo para nos mostrar.
Era um vídeo perturbador, a mãe logo no início do filme já sabia do que se tratava, o pai nunca se tinha manifestado sobre o que quer que fosse sobre esse assunto.
Estávamos numa sala onde estavam os nossos entes queridos já falecidos, portanto o vídeo não podia fugir desse tema.
O vídeo era sobre o funeral da mana, quando acordei estava um pouco transtornada com isto porque eu não estava lá, eu nem existia sequer nos vossos pensamentos, como poderia sonhar com isso.
É um vídeo a preto e branco em que se vê um carro fúnebre aberto, a acompanhar o caixão iam apenas o pai e a mãe, choravam muito, a mãe comentou que se lembra bem desse dia e que sentiu algo que não sabe explicar.
O vídeo continuava a decorrer e a câmara apanhou o momento em que a alma da mana começou a separar-se do corpo. Aconteceu mesmo em frente aos pais e nenhum se apercebeu.
A mana gritava muito e isso deixou-me muito constrangida, só queria sair dali e pedi aos meus pais para irmos embora.
A mãe chorava e sentia que agora começava tudo a fazer sentido, o pai não tirava os olhos do vídeo sem dizer uma palavra.
E tu, avó, só me dizias que era assim que as coisas aconteciam para não me preocupar, eu virei costas e vim embora.
Acordei, estava assustada sem saber o que pensar.
Tenho pena de não voltar a sentir aquilo que senti no sonho quando te vi. Tenho Saudades!
Mas após reflectir sobre isto, senti que se aquilo for verdade, então tu estás bem, estejas onde estiveres.
E isso basta-me! (Talvez)


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

História #1

A primeira história deste meu pequeno blogue será uma verdadeira.
Aconteceu-me ontem, dia 09/01/2012.

Ontem depois de sair de mais um dia de trabalho, estava a caminho do café para ir ter com o meu namorado, quando chego perto de uma passadeira com semáforo.
Estava um menino com a mãe ao meu lado, vinha da escola, e estava entretido a carregar no botão do semáforo.
Aguardei que o semáforo passasse a verde para os peões, não devia demorar com a quantidade de vezes que ele carregou no botão, para continuar a minha vida.
Quando de repente passa a verde dei um passo em frente para atravessar e pensei "não atravesses, deixa os carros pararem primeiro no sinal vermelho".
Tenho por hábito atravessar assim que passa a verde.
Tenho por hábito atravessar na passadeira sem esperar que os carros parem.
Ontem dei por mim parada a olhar para a carrinha que tinha acabado de passar o vermelho no momento em que pensei "não atravesses".



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Inicio

Este blogue será o inicio de crónicas, histórias... aquilo que eu me lembrar de contar.
Dizem-me que escrevo bem e portanto resolvi criar um blogue para escrever algumas ideias e ter outras opiniões.
Espero que seja o inicio de algo bom, de algo que me vá saber bem fazer.